CIC SELECIONA VOLUNTÁRIOS PARA DEGUSTAR CHOCOLATE

O Centro de Inovação do Cacau, empresa incubada na Broto na UESC, está recrutando voluntários consumidores de chocolate para participarem de um projeto de pesquisa de mercado cujo título é “Estudo de aceitação das características sensoriais dos chocolates com alto teor de cacau produzidos na região Sul da Bahia”.

Para participar desta pesquisa, os voluntários terão de se enquadrar nos critérios de inclusão na qual será verificado através do questionário de recrutamento e ter disponibilidade de 30 minutos por sessão de degustação a ser combinado com o Centro de Inovação do Cacau (CIC), localizado no prédio do IPAF, da UESC.

O objetivo do estudo é para entendimento das característica dos chocolates regionais e para melhoria da qualidade deste produtos.

Para participação, é necessário também entrevista prévia, que deve ser realizada Aqui!

Os contatos para agendamento de entrevista são:

(73)3680-5663 e-mail

samuel_saito@pctsb.org

CIC@pctsb.org

Palestra discute Potencial do Cacau Brasileiro

 

Nesta terça-feira (24) ocorreu a palestra com o pesquisador Albertus Eskes onde os pesquisadores tiveram a oportunidade de discutir sobre o potencial do cacau brasileiro enquanto matéria prima para fabricação de um chocolate de alta qualidade. Promovido pelo Professor Dr. Dário Ahnert em parceria com Centro de Inovação do Cacau e BROTO, o evento teve como finalidade, discutir os caminhos e mecanismos necessários para a concepção de um cacau fino.

Albertus Eskes, com vasta experiência na área de agronomia, com foco em melhoramento genético cafeeiro e cacaueiro, trouxe valorosos conhecimentos referentes à variedade de cacau fino tradicional, apresentando os tipos existentes, além das polpas e chocolates de cada um.

Abordou também o modo como o cacau se associa em aromas e sabores, a outros frutos e flores. E para ilustrar esseenômeno, foram apresentadas ao público duas flores, o Lírio e o  Jasmim, e  também cacaus e nibs que

 continham as características dessas flores, para permitir assim, que as pessoas conseguissem identificar as particularidades de cada fruto. O professor Albertus destacou que “se não soubermos reconhecer o sabor da amêndoa, não saberemos aproveitar o cacau da sua melhor forma”.

Contextualizando sobre o panorama da região, frente à cultura cacaueira, Cristiano Vilela, diretor do Centro de Inovação do Cacau (CIC)  aponta que “temos potencial para fazer um cacau de qualidade, só precisamos de mapeamento e divulgação”. O professor Dário Ahnert reforça ainda sobre o papel do CIC como instância colaboradora para o desenvolvimento desse setor.

Logo abaixo você confere o slide do pesquisador disponibilizado para que todos tenham acesso!

Palestra Albertus Eskes_CIC

BRASIL: QUAL O CACAU QUEREMOS PRODUZIR?

 

Venha conhecer o pesquisador Albertus Bernardus Eskes, PhD Melhoramento Genético, Pesquisador CIRAD Aposentado, Consultor Internacional em Cacau de Qualidade.

Inventor do Método TropMix

No dia 24 às 15 hs no auditório do Centro de Inovação do cacau, IPAF, UESC.
O Pesquisador Albertus Eskes vai falar um pouco sobre o potencial do cacau brasileiro e do seu potencial como matéria prima para fabricação de um chocolate de alta qualidade.
Esperamos vocês no CIC!
Apoio  Broto Incubadora de Biotecnologia http://broto.uesc.br/

As Fortalezas Slow Food

As Fortalezas são projetos do Movimento Slow Food iniciado em 1999, para ajudar os pequenos produtores a resolver suas dificuldades, reunindo produtores isolados e conectando-os com mercados alternativos, mais sensíveis a sua situação e que valorizam os seus produtos.
Para que um produto passe do catalogo da Arca do Gosto  à Fortaleza, é preciso fazer contato direto com produtores que compartilhem os valores e a filosofia do Slow Food e tenham motivação para desenvolver o projeto.
Em alguns casos, mudanças estruturais são necessárias: construção de uma unidade de processamento, renovação da estrutura, etc. Ocorre também, casos em que um único projeto não é suficiente, e diferentes ações devem ser planejadas para que possam manter uma cadeia de produção específica. Os projetos das Fortalezas estão focados em uma área geográfica específica, um território. Podem, por exemplo, envolver desde um único produtor de queijo (talvez o último detentor de um método para fazer um queijo específico) até milhares de agricultores familiares.
São mais de 200 Fortalezas na Itália, protegendo uma vasta gama de produtos diferentes. Com as primeiras 75 Fortalezas internacionais o universo do Slow Food expandiu-se para incluir a biodiversidade do mundo – do Arroz Bario da Malásia, passando pela baunilha Mananara de Madagascar, o café da Guatemala e o Queijo Oscypek polonês.
As Fortalezas são projetos concretos de desenvolvimento da qualidade dos produtos nos territórios, envolvendo diretamente os pequenos produtores, técnicos e entidades locais. São pequenos projetos dedicados a auxiliar grupos
de produtores artesanais e preservar os produtos artesanais de qualidade.
As estratégias das Fortalezas variam conforme os projetos e os produtos, e vão desde aproximar produtores, coordenar a promoção e estabelecer guias de autenticidade, a um investimento direto em equipamentos para os produtores.  As Fortalezas Slow Food visam conservar um produto tradicional ou uma técnica de produção em risco de extinção. E também preservar paisagens rurais ou ecossistemas através de sustentabilidade ambiental e socioeconômica, garantindo a viabilidade futura para os produtos tradicionais.
Segundo Valentina Bianco, Diretora do movimento Slow Food da América Latina, existem atualmente, cerca 400 fortalezas e 3 delas têm como foco a produção de cacau, e a fortaleza do cacau do Sul da Bahia vai ser a 4º a ser implantada. E essa é a primeira vez que o movimento Slow Food se compromete a trabalhar com o Sistema Cabruca.
Fonte: http://www.slowfoodbrasil.com/fortalezas

Arca do Gosto

A Arca do Gosto é um catálogo mundial que identifica, localiza, descreve e divulga sabores quase esquecidos de produtos ameaçados de extinção, mas ainda vivos, com potenciais produtivos e comerciais reais. O objetivo é documentar produtos gastronômicos especiais, que estão em risco de desaparecer. Desde o início da iniciativa em 1996, mais de 1000 produtos de dezenas de países foram integrados à Arca. Este catálogo constitui um recurso para todos os interessados em recuperar raças autóctones e aprender a verdadeira riqueza de alimentos que a terra oferece.

Fortalezas

As Fortalezas são projetos do Slow Food para ajudar os pequenos produtores a resolver suas dificuldades, reunindo produtores isolados e conectando-os com mercados alternativos, mais sensíveis à sua situação e que valorizam os seus produtos. Conheça um pouco mais no vídeo!

 

Descompasso tecnológico no agronegócio do cacau

 

Se fizermos um exercício fotográfico comparativo das unidades de produção de cacau de meados do século XX com as deste início de século XXI, o que constataríamos? Houveram mudanças na tecnologia utilizada nas fazendas? Se sim, foram mudanças básicas, incrementais ou radicais?

                A partir da década de 1990 o Brasil inaugura uma nova etapa enquanto protagonista mundial na produção de commoditties agrícolas. Esse posto corresponde ao seu sucesso enquanto produtor de conhecimento e tecnologia agrícolas em sintonia a capacidade de absorção tecnológica dos produtores. Neste mesmo período, enquanto o que atualmente são consideradas grandes culturas (soja, milho etc.) cresceram e ganharam protagonismo econômico, o cacau que até então figurava como um dos principais produtos agrícolas do país inicia seu ciclo de decrescimento.

                Houve um descompasso de desenvolvimento tecnológico entre o agronegócio do cacau comparado a outros. O progresso deixou setores da agricultura para trás e provocou uma série de heterogeneidades estruturais que merecem tratamento. Enquanto alguns setores do agronegócio alcançaram o status de ”high tech ou pop” graças a tecnologia e a competitividade, outros não acompanharam esse processo, inaugurando uma estagnação do ponto de vista tecnológico.

                Embora existam empreendimentos agrícolas excepcionais, a estagnação tecnológica parece ser refletida, de modo geral, na atividade cacaueira. Mas o que explicaria esse efeito estático? Não houve desenvolvimento tecnológico para as propriedades de cacau?  Insisto em sinalizar que essa não seria a causa principal em vista a biotecnologia de fronteira do conhecimento disponível para cacauicultura que não foi absorvida pela maioria dos produtores. Existem, claramente, variáveis macroestruturais neste dilema que merecem tratamento como a escassez de disponibilidade de capital e de políticas públicas pró-competitivas a atividade, mas também insisto na existência de variáveis de nível micro que ajudam a explicar a estagnação tecnológica nas propriedades de cacau.

       Alguns analistas ponderam que mais do que estagnação houve um retrocesso tecnológico no setor primário do agronegócio cacau. A mim parece que para compreender melhor esta problemática, seja estagnação ou retrocesso, é importante avançar em algumas questões como: a) por que alguns produtores de cacau adotam tecnologia e outros não?; b) por que alguns produtores de cacau adotam tecnologias com rapidez enquanto outros retardam a sua adoção?; c) quais fatores explicam suas decisões?; d) Quais agentes econômicos induzem o desenvolvimento de tecnologia?; e) Quais são os fatores determinantes de absorção tecnológica na agricultura do cacau?

             A tecnologia representa um fator de produção e gestão imprescindível para a agricultura moderna do século XXI.  Avançar nestas questões representa um aspecto fundamental para o agronegócio do cacau com viabilidade econômica a longo prazo, mais eficiente e competitivo tanto na opção estratégica de baixo custo e alta produtividade quanto na de mercados de nicho. Não basta, portanto, desenvolver tecnologia se esta não for absorvida a quem se destina, comprometendo uma série de esforços e recursos (financeiros, humanos, materiais etc.). Entender os aspectos da capacidade de absorção tecnológica dos produtores se constitui um aspecto fundamental para o desenvolvimento tecnológico do agronegócio do cacau.

            Pensando nestas questões a pesquisa “Capacidade de Absorção Tecnológica no Setor Primário do Agronegócio do Cacau” conduzida no mestrado de Economia Regional e Políticas Públicas da Universidade Estadual de Santa Cruz tem como objetivo analisar a capacidade de absorção tecnológica dos produtores de cacau, refletindo sobre estas e outras questões importantes para as estratégias privadas individuais e coletivas, políticas públicas e instituições de ciência e tecnologia de apoio à agricultura do cacau. Aproveito o ensejo para convidar os produtores de cacau a participarem da pesquisa através do link https://goo.gl/forms/fWoPDrBKVDsVh3CA2. Sua participação é fundamental.

Lucas Xavier Trindade

(Administrador, produtor, mestrando em Economia Regional e Políticas Públicas)