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Tecnologia de Secagem para o Cacau

Um grupo de pesquisa da Universidade Estadual de Santa Cruz propõe uma inovação nos métodos de secagem das amêndoas de cacau , buscando acelerar o tempo de duração dessa secagem, e também ter mais controle  nesse processo através de um secador vertical solar e rompendo com as tecnologias tradicionais ainda utilizadas massivamente.

A secagem tradicional ocorre em barcaças, onde as amêndoas são dispostas
horizontalmente. Nesse caso, é frequente a utilização de lenha na secagem, o que pode comprometer a qualidade do grão, quando é absorvido a fumaça. Outros problemas também encontrados nessa tecnologia diz respeito a  não uniformidade da secagem e a inexistência de controles de temperaturas.

Secador Vertical – Protótipo

Por conta dessas adversidades existentes no sistema barcaça,  é proposto pelo grupo,  um secador vertical solar, que garante temperaturas controladas e com fluxo de calor uniforme por todo o sistema. Além disso, o tempo de secagem também é reduzido e a área de ocupação é otimizada, em relação à barcaça.

O sistema vertical é composto por bandejas sobrepostas, no qual a   alimentação é realizada pela parte superior e o grão seco é retirado pela parte inferior, esta movimentação é possível devido ao sistema de alavancas. No topo da torre há uma saída de ar, que permite a exaustão do sistema e o controle da temperatura (LIMA; SALES, 2015).

O secador tem um protótipo em uso para testes finais. Temos um financiamento futuro, FAPESB, para construir seis em uma fazenda em Barro Preto-BA. E a previsão de venda é para novembro de novembro de 2018. Isso se deve ao uso de tecnologia autônoma que resolvemos colocar no secador. Dessa forma, o secador será totalmente controlado por computador.

Indicação Geográfica do Cacau do Sul da Bahia

Confira com Cristiano Sant’ana, diretor da Associação Cacau Sul da Bahia, o que consiste a Indicação Geográfica e os benefícios que ela trará para a nossa região.

II Workshop visão de Futuro

Na data de 13 de dezembro de 2016, no Hotel Praia do Sol, município de Ilhéus, estado da Bahia, aconteceu o II Workshop Visão de Futuro, Iniciativa do Centro de Inovação do Cacau (www.pctsb.org/cic), com o objetivo de continuar a construção de visão de futuro iniciada em 10 de maio de 2016.  A primeira apresentação foi feita por Marcela Jaramillo Asmar que falou sobre o caso do Café da Colômbia – Diferenciação e Origem da Marca do Café da Colômbia. A segunda apresentação foi feita pelo Leandro Machado, cientista político, que fez a seguinte explanação: “Como construir uma narrativa engajadora.  Esse iniciativa faz parte de uma ação conjunta com multiplos parceiros regionais na busca pela valorização da cadeia do cacau e chocolate.

ASSOCIAÇÃO DE PRODUTORES DE CHOCOLATE VÃO CRIAR SELO DE QUALIDADE

tree-to-bar

Reunidos no dia 14 de outubro, em sua primeira oficina de planejamento estratégico, na Pousada La Dulce Vita, em Ilhéus, dez empresas, que fazem parte da Associação dos Produtores de Chocolate de Origem do Sul da Bahia, decidiram criar um selo de qualidade para seus produtos.

O selo que terá o nome de “Tree to Bar” Sul da Bahia, terá como objetivo a agregação de valores que determinam a excelência em qualidade técnica de aroma e sabor que identificará que este chocolate foi produzido na região da Mata Atlântica do Sul da Bahia, onde se preserva a biodiversidade regional. Assim, vamos proteger os chocolates de origem regional que se enquadrarem nos parâmetros e conformidades a serem definidos. Para isso, foi criado um grupo de trabalho formado por técnicos, produtores e pesquisadores com alto grau de conhecimento em chocolates (de origem), cuja finalidade é apresentar até o mês de fevereiro a primeira versão do regulamento de uso do selo.

Critérios reguladores para produção do cacau, tratos culturais na lavoura, praticas na pós colheita, métodos de fermentação, secagem e armazenagem, além de protocolos, processos e técnicas de fabricação, e definições sobre quantidades e parâmetros para uso de ingredientes, deveram constar do documento que visa regular e proteger a autenticidade e qualidade dos chocolates de origem Sul da Bahia, feitos pelo conceito “Tree to Bar” ou da árvore a barra, traduzido. Quando o regulamento ficar pronto uma instituição ou um mesmo um corpo técnico da Associação fará a certificação, que será dada aos produtos que se enquadrem na conformidade.

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